Suprimento de Consentimento dos pais para emissão de Passaporte: O que fazer quando um dos pais recusa a assinatura?

Viajar com filhos para o exterior ou mudar de domicílio internacional é um projeto de vida que, muitas vezes, esbarra em um obstáculo burocrático e emocional: a falta de concordância de um dos genitores é um desses obstáculos. Quando não há consenso para a emissão do passaporte ou para a autorização de viagem, o caminho legal é o Suprimento de Consentimento Paterno/Materno.

No Braga Bitencourt Advogados, com quase duas décadas de atuação em Direito de Família e Internacional, entendemos que o tempo é um fator crítico nesses casos.

O que é e qual o propósito do Suprimento?

O suprimento judicial é uma ação regida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Seu propósito é permitir que o Poder Judiciário analise a situação e, se entender que a viagem ou a emissão do documento é favorável ao bem-estar da criança, o juiz assine pelo genitor que se recusa a fazê-lo ou que está em local incerto.

Os tipos de Suprimento

Existem, essencialmente, duas frentes de atuação:

  1. Para Emissão de Passaporte: Focado na obtenção do documento de identificação internacional.
  2. Para Autorização de Viagem: Necessário mesmo que o menor já tenha passaporte, mas não possua a autorização de saída do país gravada no documento ou em formulário à parte.

Quando ele se torna indispensável?

A necessidade surge em três cenários comuns:

  • Divergência injustificada: Um dos pais nega a assinatura por conflitos pessoais, sem fundamentar um risco real para o filho.
  • Genitor ausente: Quando não se sabe o paradeiro de uma das partes para colher a assinatura.
  • Impedimento físico ou legal: Casos em que o genitor está impossibilitado de exercer o poder familiar momentaneamente.

Exceções e o “Melhor Interesse do Menor”

A justiça brasileira não autoriza o suprimento de forma automática. Existem exceções onde o pedido pode ser negado, como em situações de risco de subtração internacional de menores ou quando a viagem prejudica o convívio familiar de forma severa. A análise técnica do advogado é o que define o sucesso da demanda.

A importância de uma assessoria especializada

Tentar conduzir um pedido de suprimento sem a técnica adequada pode resultar em indeferimentos que atrasam planos importantes em sua vida.

Braga Bitencourt Advogados dispõe de consistente experiência de quase 20 anos para construir teses sólidas, garantindo que o direito de ir e vir dos seus filhos seja respeitado, preservando sempre a segurança jurídica da família.

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Dr. Carlos Javét Bitencourt

Fundador da Braga Bitencourt Advogados, é graduado pela PUC-MG e possui especializações em Direito de Família e Sucessões pelo IBMEC/EBRADI-SP e Instituto Damásio-SP, além de Direito Constitucional pela Universidade Estácio de Sá e Direito Civil e Processual Civil pelo Instituto Praetorium/LFG. Atua como pesquisador em Planejamento Sucessório e é especialista em Contabilidade Pública pelo CADE/BH. Sua trajetória institucional inclui atuação junto à Defensoria Pública de Belo Horizonte nas Varas de Família, Sucessões e Registros Públicos, além de experiência como advogado de renomado Cartório de Registro Civil da capital mineira. Foi Conselheiro da OAB/MG (2019-2021), Presidente da Comissão de Direito de Família e Sucessões e destaca-se pela aplicação estratégica de Visual Law e Petições Interativas.

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